Einstein e  o Seu Conceito de Deus

Se Deus, o Criador e Todo Poderoso, dignou-se a descer de sua morada celestial e trabalhar ininterruptamente, por 6 dias, a fim de criar a Terra, o Homem e tudo que nela existe, por que haveríamos nós de almejar alcançar o conhecimento, a sabedoria e a evolução como um produto já “pronto para ser consumido”, de graça?


A  Grande Espiral Evolutiva

É claro que nos referimos aqui à Deus e ao mito da criação de uma forma metafórica e arquetípica, representando o paradigma vigente, entre os homens, até os dias de hoje, onde acreditamos que iremos evoluir, transcender e nos iluminar sem termos que trilhar, passo a passo, esta jornada, da grande espiral evolutiva.

Ainda vemos, com tristeza, que o ser humano busca, desesperadamente, um “Fruto do Conhecimento e da Sabedoria”, como algo que já tenha sido plantado, cultivado e regado por alguém, que já tenha frutificado sozinho e que já esteja pronto para ser saboreado, sem esforços nem responsabilidades e… sem gastar nada. Como diz o ditado popular:

“Dado de Mão Beijada”.

A  Serpente e o Fruto da Sabedoria

Isto Não Existe!

Nem mesmo Deus, o Criador, encontrou o seu projeto pronto para ser admirado. NÃO, Ele precisou construí-lo, etapa por etapa, com consciência, lucidez e responsabilidade. Assim sendo, se queremos acessar a Herança Divina, que nos foi legada, teremos que agir com a mesma seriedade com que Ele nos criou.

Portanto, assim como ninguém aprendeu a caminhar por nós, ninguém aprendeu a falar por nós, ninguém aprendeu a ler e a escrever por nós, aprender a alcançar a sabedoria, a evolução espiritual, a encontrar e saber trilhar "O Caminho Sagrado" é algo que teremos que conquistar, passo a passo, por nós mesmos.

Infelizmente, o ser humano está mais propenso a gastar em um tênis de grife, em um título de uma academia e em um personal trainer, para aumentar o tamanho de seu bíceps ou afinar a sua cintura, do que está disposto a gastar em tempo, dedicação e recursos para buscar a sabedoria e sua evolução espiritual.

Apesar de milhares de anos em condições primitivas e ainda atormentado por inúmeros conflitos, interiores e exteriores, o homem ainda espera encontrar uma árvore de onde possa colher o fruto da sabedoria ou um portal mágico, que lhe dê acesso ao Caminho Sagrado, sem esforços e utilizando-se de crenças e paradigmas obsoletos e que só o levou às guerras, à fome, à miséria e ao vazio existencial.


O Caos Existencial

As Leis Cósmicas são as mesmas, tanto para os átomos, partículas e bactérias, como para galáxias, estrelas e planetas e toda a infinita gama de formas e expressões de vida que existe entre os dois extremos.

O homem aspira por mudanças para melhor, sem que ele – o grande agente da realidade – tenha que mudar nem melhorar em absolutamente NADA!

A Natureza, grande maestrina do processo biológico da Vida, se recria e se transmuta a cada instante, buscando sua evolução, equilíbrio e aperfeiçoamento. Porém, o ser humano espera alcançar sua evolução ou dar o Grande Salto Quântico, sem esforço, sem investimento e sem responsabilidade, utilizando-se de princípios religiosos arcaicos e antiquados. Princípios estes que vêem se provando inúteis, há milênios.

A  Maestrina da Vida

Por quê?

Porque assim como nosso corpo físico ficará sujeito a infecções, por vírus e bactérias, caso adotemos princípios existenciais insalubres e detrimentais ao nosso sistema imunológico, o nosso corpo mental e a nossa consciência, também ficarão sujeitos, às mesmas infecções, se forem alimentados, com falsas premissas, falsas crenças e falsos paradigmas.

E foi isto que nos aconteceu: Nossas mentes e nossas consciências foram infectadas, durante milênios, por vírus mentais!

Richard Dawkins

“Como os vírus de computador, os vírus da mente, bem-sucedidos, tendem a ser difíceis de serem detectados. Se você é vítima de um deles, provavelmente nem sabe disso, e pode até mesmo negá-lo veementemente.”

 Richard Dawkins

Clinton Richard Dawkins, nascido em Nairobi, no Quênia, no dia 26 de março de 1941,  é um zoólogo, etólogo, evolucionista, escritor de livros e artigos científicos e ex-professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
Dawkins ficou famoso pela sua visão evolucionista centrada no gene e, exposta em seu livro  "O Gene Egoísta", publicado em 1976. Neste livro, Dawkins introduziu o conceito e sua teoria sobre os vírus mentais, cunhando, também, o termo  "MEME”, para definir tais vírus mentais.

“Eu sou contra a religião porque
ela nos ensina a nos satisfazermos em não
entender o mundo.”

Richard Dawkins

Sabemos que se formos infectados com o vírus da malária, iremos contrair tal doença, se formos infectados com o vírus do HIV, iremos também contrair a AIDS e, assim, todo o vírus tem sua consequência previsível.

No campo do espírito, ou mente/psiquê, também sofremos o mesmo processo, porém, como o vírus da mente ainda não pode ser detectado ou identificado, através de exames laboratoriais, pouca atenção têm se dado à sua existência.

E muitas foram as religiões, seitas, crenças e similares que, ao longo dos milênios, prometeram guiar seus adeptos e seguidores pelas sendas do Caminho Sagrado, quando na verdade, tudo que faziam era infectar suas mentes com o vírus da dependência, da submissão, do medo e, principalmente, da “Preguiça” de buscar aquilo que só o indivíduo pode encontrar:

Seu Caminho Sagrado Interior

O Verdadeiro Fruto da Árvore da Sabedoria
só pode ser encontrado através da busca em nosso 

"Universo Interior".

Diferente dos vírus que atacam o corpo físico, e morrem quanto da morte do indivíduo, os vírus mentais agregam-se ao espírito e permanecem na consciência, encarnação após encarnação, reencenando os mesmos dramas, manifestando, em sua realidade material, todos os imprints e programações negativas e plasmando, em suas vidas, os mesmos bloqueios, buscando as mesmas influências negativas e outras formas de codificações detrimentais ao nosso desejo de encontrar o Caminho Sagrado.

Os vírus mentais ou MEMES, foram descobertos, pela ciência acadêmica, em 1976, quando o biólogo Richard Dawkins, em sua obra "O Gene Egoísta", alertou-nos para a existência de tais predadores milenares, através dos quais pode-se escravizar uma civilização, durante toda a eternidade e ainda contar com sua conivência, submissão e, até mesmo adoração.

“A fé é a grande escapatória, a grande desculpa para se fugir à necessidade de pensar e avaliar as evidências. A fé é acreditar apesar de, e até talvez precisamente por causa, da falta de provas.”

Richard Dawkins

A   Fé  Cega

O Meme da fé cega, assegura a sua própria sobrevivência e a perpetuação de sua espécie através do simples expediente de desencorajar, seus hospedeiros,  de qualquer questionamento lógico e racional.

Richard Dawkins

Uma Mente Infectada Com Vírus Mentais

Acredito eu que, os vírus mentais controlam e comandam a expressão dos genes, decidindo assim que tipo de corpo iremos ter, em que tipo de país e em que família iremos nascer, quais serão as circunstâncias que manifestaremos, durante todas as nossas existências, no que acreditaremos, pelo que lutaremos, enfim, como viveremos e como morreremos, e tudo que cerca a manifestação da nossa essência em uma realidade material.

Na verdade, aquilo que, durante milênios, costumávamos atribuir à sorte, karma ou destino, nada mais é do que a resultante, do trabalho incessante, dos vírus mentais que foram inoculados em nós e em nossos antepassados, através da saga existencial.

Infelizmente, as sociedades secretas, as religiões e todos os reinos e governos da Terra, ao longo de nossa triste história, com o simples conhecimento da existência e da forma de inoculação, proliferação e manipulação de tais vírus, decidem a realidade planetária, sem que sequer tenhamos conhecimento dos fatos.

Não existe, e creio poder afirmar, que nunca existirá, um antídoto ou antibiótico capaz de eliminar estes vírus. Porém, assim como já nascemos com o nosso sistema imunológico capaz de proteger, o nosso corpo físico, contra os ataques de vírus e bactérias fisiológicas, nossa consciência já dispõe de todo o aparatus necessário a eliminação de tais vírus, bem como a capacidade de reescrever o script de nossas vidas, dentro do caminho sagrado e da perfeição com a qual o Universo nos criou.

Encontrando O Caminho Sagrado

Se queremos, de fato, e com firmeza de propósito, encontrar nosso caminho de volta ao Sagrado, torna-se imprescindível, primeiramente, descobrirmos como nasceram ou como foram inoculados estes vírus, na mente da humanidade. Como puderam, estas virulentas criaturas, insidiosamente propagarem-se, séculos após séculos, em tantos seres humanos, frustando o homem, que busca o caminho de volta ao Divino, lograr êxito em alcançar seu estado perfeito de ser?

Assim como na realidade da matéria, tudo tem sua causa e toda causa tem seu respectivo efeito, na realidade do espírito o mesmo acontece.

Cada célula de nosso corpo e todas elas, se reproduzem constantemente e quando o fazem, o fazem de acordo com complexos programas e códigos matemáticos, cuja complexidade nossa ciência apenas começou a vislumbrar a ponta do iceberg.

Quando analisamos nossa história e evolução, percebemos claramente que, todo o caos em que vivemos, tem como origem o surgimento de padrões comportamentais desviantes, que outra causa não poderia ter, a não ser a contaminação por vírus mentais.

Tais vírus mentais, criaram uma imensa gama de programações e códigos distorcidos, de tal forma que já não mais manifestamos o Ser Perfeito, criado à imagem e semelhança de seu Criador, mas sim uma criatura mutante, gerada a partir dos comandos e códigos genéticos corrompidos e desígnios escusos, de taís vírus mentais.

As religiões identificam os resultados, da ação de tais vírus, como “as artimanhas do diabo”, a psicologia os define como consequências de traumas, originários de uma infância ou família disfuncional, e a psiquiatria os rotula como psicoses, neuroses, desvios comportamentais, aberrações disfuncionais ou, até mesmo, desequilíbrio das funções químicas do cérebro ou das glândulas endócrinas.

Mas, seja qual for o ramo da ciência que consultarmos, o resultado será o mesmo: uma vida sem harmonia, sem saúde e sem propósito, cujo único destino é a senilidade e a morte.

Assim, jamais seremos capazes de manifestar a perfeição e viveremos, vida após vida, repetindo os mesmos erros, presos à roda do karma. Portanto, se queremos resgatar nosso direito de retorno ao Caminho Sagrado, faz-se imprescindível a eliminação de tais impostores. Porém, tal empreitada só poderá ser concluída, com êxito, se pararmos de nos comportar como míseros mortais e voltarmos a nos comportar como sementes de Deuses, que somos.
Assim, faz-se imprescindível a eliminação de tais impostores. Tal empreitada só poderá ser concluída, com êxito, se pararmos de nos comportar como míseros mortais e voltarmos a nos comportar como Deuses que somos.

Tal atitude não deve ser expressada através de um ego arrogante que grita:

Eu sou Um Deus!

Mas, sim através da simplicidade de um reconhecimento verdadeiro daquilo que foi, é e sempre será: Somos a Manisfestação Perfeita da Criação! Tal manifestação deverá estar presente em todas as nossas expressões, pensamentos e ações, das mais ínfimas às mais grandiosas.

Para tanto, deveremos reconhecer que, se tais vírus se encontram em poder do nosso Eu, foi porque assim o permitimos e só com disciplina e uma busca interior profunda e responsável, conseguiremos reconhecer, isolar e eliminar tais invasores, resgatando tudo aquilo que nosso é por direito.

 Pense Como um Deus!
Haja Como Um Deus!
Sinta-se Como um Deus!
Assuma Responsabilidade Por Seus Atos ,Como  Um Deus!


Crie-se, Recrie-se e Renove-se, Como Um Deus!

... Ou como pregava Hermes Trismegistus – O Três Vezes Grande:

Hermes  Trimegistus

Hermes Trismegisto, em latim: Hermes Trismegistus; em grego Ἑρμῆς ὁ Τρισμέγιστος, "Hermes, o três vezes grande", é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao Deus egípcio Thoth ou Tehuti, que corresponde ao Deus grego Hermes. Ambos eram conhecidos como Deuses da escrita e da magia em suas respectivas culturas.
Thoth representava a organização lógica do universo. Era relacionado aos ciclos lunares, cujas fases expressam a harmonia universal. Denominado nos escritos egípcios como "Três Vezes Grande", era o Deus do verbo e da sabedoria, sendo naturalmente identificado com Hermes, o Mensageiro dos Deuses.

Se queres entender a Deus, sente como se ainda não existisses, que ainda estás no ventre, que és jovem, que és velho, que morreste, que estás no mundo além da morte, apreende, em tua mente, todos os pensamentos de uma vez, todos os  tempos e lugares, todas as substâncias, qualidades e magnitudes juntas. Sê todos os elementos ao mesmo tempo – fogo, água, ar e terra. Eleva-te  às alturas infinitas, desçe ao profundo abismo. Quando tiveres alcançado tudo isto, então, começarás a entender a Deus


Pois Só Os Semelhantes Se Entendem”.

A  Grande Mente da Criação

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